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quarta-feira, 10 de julho de 2019

A superação!


“[...] o estágio, segundo as autoras, não é percebido como um apêndice curricular, mas um instrumento pedagógico que contribui para a superação da dicotomia teoria&prática” (PIMENTA; LIMA, 2005/2006).

O estágio é a superação do “medo” de estar diante de uma turma para aplicar uma aula, desenvolver seus planos e projetos. É ultrapassar as barreiras que nos impomos, vencendo as limitações instaladas em nossas mentes.
A descoberta de que somos capazes não se mostra logo no início do estágio de observação, leva algum tempo, pois à princípio o trabalho nos parece algo árduo. As crianças, a rotina e os imprevistos... Situações que podem nos assombrar como um grande monstro. E o que falar ao nos colocarmos, projetando o futuro, no lugar da professora a qual está diariamente com crianças tendo a responsabilidade de contribuir com a construção dos saberes de cada uma. A palavra é desafio!
Quando iniciamos a observação das aulas na turma da Educação Infantil Pré 1, apesar das dificuldades e temores que se apresentam, surgiu uma vontade enorme de contribuir com aqueles pequenos. Ajuda-los a conhecer, saber e se descobrir foi algo que cresceu tomando uma dimensão jamais esperada.
Não pudemos ficar apenas na observação, mas com a permissão da professora tivemos que interagir com os alunos no momento de aprender o alfabeto. E que experiência! É maravilhoso ver os rostinhos atentos a cada imagem e letra. Acertando ou errando, não importa, porque o que realmente importa é eles estarem em um ambiente que proporcione e contribua com um novo aprendizado.
Ao olharmos para o passado, quando nos encontrávamos no lugar de alunos, e ao compararmos as metodologias de ensino-aprendizagem percebemos que não foram alteradas, e se foram são poucas. E o que nos deixa pensativos é justamente a questão das transformações e mudança rápidas observadas no decorrer dos anos. Entretanto, a maneira de ensinar segue da mesma forma ou com poucas alterações.
A construção de professores intelectuais críticos e reflexivos é imprescindível no sentido de acompanhar os avanços e mudanças no cenário mundial para então transformá-los em conhecimento, contribuindo com a construção dos saberes dos alunos. Aprender a aprender é parte importante do professor, pois, talvez seja necessário desaprender para aprender novamente. Lembrando que hoje professores e alunos tem a possibilidade de aprenderem juntos.


Experiência incrível




A aula do dia 4 de julho vai ficar guardada na memória. Interativa e dinâmica, trouxe uma perspectiva diferente para as aulas da Educação Infantil. Trouxe movimento, descontração, leveza e alegria, arrancando sorrisos de semblantes fechados e atentos demonstrando possibilidades de atividades para as atuações nos estágios.
As expressões e movimentos da professora Albene Mara aconteciam em perfeita sintonia, e lhe faziam parecer digna de um grande espetáculo. E de maneira envolvente conquistou a colaboração daquelas que vieram aprender, ainda que tímidas no início, se soltaram em movimentos, estátuas e risos.
Foi uma experiência incrível que abriu a visão para maneira de trabalho nos estágios, a qual permita à criança ser criança com a sua energia, mas ensinando-a a aquietar-se. Pois o aprendizado vem com a energia e com a quietude.
Contar histórias e permitir aos pequeninos se encontrarem em suas viagens criativas e interativas com os personagens, deixando-os livres para construir o aprendizado através do manuseio dos livros e dos materiais da aula. Assim aconteceu com cada um que estava presente, envolvidos com os contos infantis, com as músicas, com os movimentos, com a narrativa que propiciou uma história imaginária e por fim a interação com os materiais disponíveis.



quarta-feira, 8 de maio de 2019

Há algum tempo


https://pxhere.com/pt/photo/1575601
Faz algum tempo que passei pela Educação Básica e os professores estavam sempre atentos ao livro didático e a transmissão de conteúdos propostos como os mais importantes. O que acarretava em deixar alguns considerados de menor importância.
Mas foi na 5ª série (na época) que conheci uma professora que marcou minha trajetória escolar, a de matemática. Eu havia reprovado justamente nessa disciplina e estava fazendo tudo novamente, e ela trouxe para uma aluna apavorada que detestava os números e cálculos o gosto por tais conteúdos.
Sim, foi esta professora que se destacou em minha vida, muito elegante e sempre com um sorriso no rosto explicava tudo com tanta tranquilidade fazendo parecer que tudo era fácil, e se prestássemos atenção seríamos capazes de solucionar qualquer cálculo ou problema. Tanto que me tornei uma das melhores em matemática da turma.
Talvez a professora de matemática da 5ª série seja uma inspiração e deseje ser como ela, mas, hoje após um longo período fora das salas de aulas e com as experiências vividas na universidade tenha novas inspirações. Quem sabe desejando ser como ela, mas também ser um pouco mais devido as mudanças no cenário escolar das últimas décadas.
A preparação para sala de aula acontecerá quando houver a necessidade de colocar em prática tudo o que me foi ensinado, observando o ambiente com sensibilidade para ouvir os alunos, detectar seus anseios e procurar mediar o conhecimento. Entendendo que a preparação é diária, pois é necessário a criatividade, a disposição em buscar conhecer mais e energia para desenvolver atividade que atinja a atenção e o interesse desses.
Passando para observação em salas de aulas, o dia-a-dia pode ser cansativo para professores e alunos. O ensino pode ser algo enfadonho para o aluno enquanto transmitir conteúdos repetitivos de livros didáticos torna-se algo automático, já que ano após ano e em cada turma o assunto tratado é o mesmo.
Hoje nos deparamos com transformações, mudanças e inovações em diversas áreas, inclusive nas tecnologias, e a necessidade de um acompanhamento dos acontecimentos, tantos globais quanto no meio onde os alunos estão inseridos, precisam ser levados às salas de aula.
Em alguns dias estarei em uma sala de aula fazendo o estágio de observação e, vou me esforçar para ter um olhar sensível sobre as crianças e as metodologias desenvolvidas, buscando apreender o máximo possível do que me for proposto, como também  o que pode ser aperfeiçoado e  melhorado, pois entendo a necessidade de se aperfeiçoar ou melhorar.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sempre estamos aprendendo!

Um dia diferente como universitária (o), é possível?


Sim, é possível. 

Com  a visita em três lugares ótimos na capital Aracaju, pudemos juntar descontração com novas aprendizagens. Talvez coisas simples que tenham passado desapercebido na trajetória de adquirir conhecimentos, porém não deixam de ser significativas.
A primeira parada foi no Oceanário, onde tivemos oportunidade de saber mais sobre o Projeto Tamar e todo seu trabalho para preservação das tartarugas, além dos aquários e tanques com peixes e outros animais aquáticos.


Visitamos o Centro de Turismo no prédio onde em 1874 funcionava a Escola Normal e que posteriormente em 1923 passou a ser Instituto Educacional Rui Barbosa. E também nesse prédio funciona o Museu do Artesanato de Sergipe.


E por último, mas não menos importante, fomos ao Museu da Gente Sergipana. Apresentando a cultura do Estado de forma interativa, dinâmica e simples.  O carrossel com as principais praça, o cordel interativo, a amarelinha com a tradições regional, o pião e os prédios históricos, a mesa das comidas típicas, a midiateca, o barquinho e as aventuras pelo bioma da região, e tantos outros.Se fosse pedido para resumir tudo em uma palavra, escolheria excelente!
Dia divertido e produtivo!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Produzir para contribuir

https://www.flickr.com/photos/reanetbr/4479256530
Percebemos a importância do recurso educacional aberto quando precisamos de um livro para leitura e estudo, mas não o encontramos disponível para download ou não é possível copiá-lo. Podemos ir além, simplificando ainda mais, quando existe a necessidade de baixar uma imagem da internet para inseri-la em trabalhos, porém, antes é preciso saber se ela pode ou não ser utilizada por causa dos direitos reservados.O REA vai justamente na contramão dessas restrições, abrindo as possibilidades de ensino e  aprendizagem por facilitar o acesso e reuso de recursos publicados digitalmente. Ele não oportuniza apenas o acesso, mas a reutilização do material encontrado não apenas para a leitura ou cópia como também para modificar ou remixar e compartilhar novamente.Esse recurso não deve apenas ser divulgado, mas também ampliado com a participação de mais pessoas colocando à disposição do público suas obras e criações.

"REA é uma chamada para a participação -- para que você faça uso de recursos existentes, mas para que também contribua produzindo e modificando o que encontrar."
(EDUCAÇÃO ABERTA, 2011, p. 7)

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A preparação para o profissional do futuro


www.publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?
image=227875&picture=mulher-cyborg


O que vem a ser o futuro? Seria o amanhã como o próximo dia, ou anos e mais anos a nossa frente? Tenho a impressão que os dois são o futuro. Então, assim como precisamos nos preparar para o amanhã, muito mais para o futuro distante.





As exigências no campo profissional com o passar do tempo vêm aumentando e, consequentemente o homem e a mulher precisar buscar constantemente a atualização de seus conhecimentos para permanecer na ativa.
Os avanços tecnológicos e áreas de trabalho têm se multiplicando, em contrapartida as máquinas e robôs estão preenchendo o lugar do humano. E nessa corrida contra o tempo tentado alcançar freneticamente as transformações, na busca do ter o que é preciso para garantir o emprego ou para encontrar algo melhor, o indivíduo se esquece de ser alguém melhor como pessoa, de se permitir ter a capacidade de sentir.
Os educadores, aqueles que estão comprometidos com a formação do outro, não estão livres desta corrida, porém precisam se lembrar a todo instante da importância de ter uma consciência e não apenas inteligência.
A publicitária Michelle Schneider em sua palestra sobre o profissional do futuro, diz que “a inteligência é a capacidade de resolver problemas e a consciência a capacidade de sentir, e que em 2045 um único computador será mais inteligente que toda a humanidade junta”. É criada a todo o momento a inteligência artificial e não consciência artificial, porque apenas ao ser humano ainda é dada a capacidade de sentir.
Ela também cita uma frase de Alvin Toffler, a qual é, “o analfabeto do século 21 não serão os não conseguem ler e escrever, mas os que não conseguem aprender, desaprender e reaprender”.
Como profissional a nossa preparação precisa ser constante para continuar crescendo, porém, tão importante quanto esse crescimento é o do ser humano que não apenas pensa, mas sente.  
Pensando individualmente, desejo ser o profissional que não apenas atenda a demanda das mudanças no âmbito profissional, mas aquele que apesar de ser inteligente se importa com o outro. E como educador, se tornar autor de processos que promovam a criação. 

www.flickr.com


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

As possibilidades de novos aprendizados



https://pixabay.com/pt/telefone-lona-empresa-tecnologia-3127906



As tecnologias vêm se tornando uma inspiração para diversas áreas assim como para a educação diante das possibilidades e recursos educacionais que são pensados e estudados. Mas também é um tema controverso porque suscita desafios e, nem sempre há interesse em aceita-los talvez pela apreensão com os resultados.
A compreensão de que as transformações no mundo acontecem rapidamente, deve ser o ponto motivador para que se busquem diferentes maneiras de adquirir e transmitir conhecimento, e os Recursos Educacionais Abertos (REA) é a alternativa acertada.
Os tempos atuais são de conectividade e compartilhamento, porém, quando voltamos o olhar para educação sentimos a falta da integração do conhecimento à diversidade digital. A ampliação do olhar é preciso para que aconteça a apropriação das possibilidades e recursos que surgem. 

https://pixabay.com/pt/global-tecnologia-rede-globo-2082635/
A abertura da rede para o acesso ao conhecimento se divide em duas faces, à depender da intenção de quem faz a busca. A primeira face é a que está preocupada em copiar e colar, mas a segunda está com sua atenção voltada para a criação e, após apreender as informações deseja compartilhar.
Não é o caso da escola adequar-se às inovações tecnológicas ou as novas formas de compartilhar conhecimento, mas fazer desses recursos o meio pelo qual professores e alunos possam se desenvolver simultaneamente como autores e atores do processo de criação.
Em relação ao material didático utilizado na escola, não deve ser descartado e sim pensado para a formação de cidadãos e o fortalecimento de sua cultura. E se esse for somado às facilidades das tecnologias digitais em rede resultará em acréscimo para o aluno, pois ele terá a sua frente a cultural local e ao mesmo tempo em que está conectado com o mundo e suas culturas.
Os recursos educacionais abertos se fazem possibilidades a serem pensadas, quando escola e professor desejam ser participantes de uma educação para a construção de um ser humano que pensa, questiona e é capaz de formular seu próprio raciocínio, oportunizando a emancipação individual e cultural.


“Uma cultura só se mantém viva, com sua riqueza, se ela interage com outras.”
(PRETTO, 2012, p. 99)



TIC e a sala de aula

A utilização das TIC na Educação Superior me permitiu conhecer possibilidades de práticas, mas também um mundo de teorias. Ambas precisam ...

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